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Marcio Andrade/ Fevereiro 1, 2018/ Animações, Reviews/ 0 comments

Primeiro, gostaria de deixar claro algumas coisas como eu não ser tão conhecedor de assuntos folclóricos como Lo Dia de Los Muertos ou até mesmo sobre a língua espanhola. Então se eventualmente acabar falando algo que não tenha conhecimento, sinto muito. Outra coisa também que nunca entendi é a ideia de colocar subtítulos nos filmes já que o filme se chama apenas Viva no título original, mas vamos falar sobre uma das animações da Pixar que está no cinema: Viva! A vida é uma Festa.

Sempre fui fã de animações e aprecio boas histórias mais do que tudo; Como havia dito na resenha da série Anne with na E (Clique aqui para ver) aprecio uma história que mistura simplicidade com uma boa carga emotiva, mas sem soar tão pesado para que a história não possa ser apreciado por todos os públicos. Assumo que essa história me surpreendeu bastante, pois mesmo vendo algumas críticas dizendo que em questão de animação, cores e trama essa era uma das melhores animações que a Pixar havia feito nos últimos tempos e só agora pude tirar a conclusão que estarei descrevendo nesta resenha.

A história dá um pequenino prologo de um casal em que o marido acaba abandonando a esposa e a filha pequena para seguir seu sonho de ser musico e cantar para todo o mundo. Arrasada, a esposa dá a volta por cima criando um negócio familiar de fabricação de sapatos, ela então bani toda a música para seus descendentes para que a mesma coisa não aconteça.

Gerações depois, o tataraneto daquele casal chamado Miguel trabalha como engraxate e é apaixonado por música e tem seu ídolo Ernesto como seu principal influenciador. Sem poder tocar suas músicas para seus familiares, ele assiste vídeos de filmes e apresentações de Ernesto escondido de seus familiares e aprende a tocar seu violão e cantar suas próprias músicas. Mas com uma família radical que não deixaria tocar suas canções mundo a fora e sem coragem de dizer para seus familiares que quer seguir seus sonhos; ele descobre que o retrato de seu tataravô pode ser de Ernesto, seu musico favorito e isso dá a ele a coragem que lhe falta para contar a família que quer seguir seu sonho musical. Naturalmente, a família não aceita isso e Miguel foge de casa na noite dos mortos para participar de um show de talentos. Sem conseguir um violão para se apresentar, Miguel invade o mausoléu de Ernesto e rouba o violão para sua apresentação.

Com isso, Miguel consegue passagem para o mundo dos mortos durante aquela noite aonde encontra seus antepassados que aceitam dar a benção para que ele volte ao mundo dos vivos com a condição de que sempre respeite sua família e não volte mais a tocar suas músicas, promessa que ele quebra em poucos segundos após seu regresso ao mundo dos vivos.

Um dos pontos positivos que você pode ver no filme além da atmosfera é o belo uso de cores nos animais que são os Guias Espirituais dos mortos, especialmente no gato gigante alado que agora não me lembro do nome. Teve uma revelação bem legal sobre esses animais no filme que mantem a trama bem legal que não posso contar para não tirar a surpresa quando assistir.

Acredito que não posso dar muitos detalhes sobre a história sem acabar contando ela toda, já que foi um filme bem elaborado e emotivo com seus pouco mais de 100 minutos. A mensagem que traz é que você sempre deve acreditar na força que sua família lhe dá e que muitas vezes eles podem não acreditar em seus sonhos e metas, mas com um tempo eles serão capazes de entender sua paixão e apoiar seus sonhos se você fizer isso com o coração.

Algumas curiosidades bem legais sobre o filme (Fonte: Wikipedia) – Afinal, filmes assim sempre trazem alguns segredinhos bem legais:

  • O Mundo dos Mortos é inspirado na cidade mexicana de Guanajuato, que é conhecida por suas casas coloridas ao lado de colinas, muito parecidas com as que aparecem no filme.
    O condutor da orquestra que aparece durante o concerto do Nascer do Sol Espetacular de Ernesto de la Cruz é relativamente parecido com Michael Giacchino, compositor da trilha sonora não só de Coco, mas de outros filmes da Pixar, como The Incredibles, Ratatouille, Up, Cars 2 e Inside Out.
  • A aparição de um macaco-aranha-preto alebrije de Frida Kahlo faz uma alusão ao macaco de estimação da mesma.
  • A bola de Luxo Jr., curta-metragem da Pixar Animation Studios lançado em 1986, aparece na cena que se passa no estúdio de Frida Kahlo.
  • O Caminhão do Pizza Planet (conhecido no México como Pizza Planeta) passa pela casa dos Rivera durante a cena que mostra a Abuelita Elena banindo a música em sua família, no início do filme.
  • O comportamento do cachorro Dante foi inspirado nos personagens Dug, do filme Up e de Vagabundo, do filme A Dama e o Vagabundo.
  • O personagem Manny, o primo mais novo de Miguel, usa sandalhas parecidas com um dos personagens de Carros.
  • Quando Miguel está caminhando pelas ruas no começo do filme, é possível ver pinhatas com a aparência de Buzz Lightyear, Xerife Woody e Mike Wazowski.
  • Muitas celebridades falecidas e populares na cultura mexicana aparecem no filme. São os casos de famosa pintora Frida Kahlo, o lutador de luta livre El Santo, o cantor e ator Pedro Infante, o ator e comediante Cantinflas, além do ator e cantor Jorge Negrete. O diretor Lee Unkrich que outras figuras importantes para a cultura mexicana são homenageadas no filme, por meio de easter eggs ou pontas especiais.
  • Um pôster de The Incredibles pode ser visto quando Miguel e Héctor estão a caminho da competição da Batalha das Bandas, fazendo alusão ao próximo lançamento da Pixar, a continuação The Incredibles 2.

Outra mensagem legal vista no filme é a memória que mantemos de entes queridos que já partiram e como a memória deles ainda os mantem vivos naquele mundo.

Viva! Se trata de um ótimo filme com uma mensagem muito legal sobre seus familiares e como você pode tirar forças daqueles que mantem por perto (sendo eles vivos ou não) e como a força de uma família unida pode te fortalecer quando você sempre precisar. Talvez algumas crianças possam sentir medo dos esqueletos do filme, mas por sorte não é nada tão aterrorizante.