[Review] Stranger Things 2

lucasalves310/ outubro 31, 2017/ Reviews, Séries e TV/ 2 comentários

Enfim chegou, nossa tão esperada segunda temporada de Stranger Things, podemos falar nossa pois foi um série abraçada pelo público, e com personagens tão queridos, que foram mantidos para a segunda temporada, apesar de sempre ter se falado que a continuação se daria num futuro relativamente distante, o pedido do público foi atendido, e aqui estamos nós novamente no meio dessa turma querida.

Uma recomendação para quem está assistindo pela primeira vez é, não tente parar de assistir no final de um episódio, isso é quase impossível, os ganchos entre um episódio e outro são feitos para gerar um desconforto em quem parar. Pause no meio e depois volte, a Netflix vai lembrar onde você parou.

Essa texto terá SPOILERS, dos primeiros 2 episódios, dessa forma, podemos analisar melhor os personagens e não prejudica a experiência para aqueles que não fizeram a maratona completa ainda, ou estão revendo para apreciar e entender melhor os detalhes, recomendamos o REPLAY.

Voltamos a Hawkins, mas ela não é a mesma, as sequências tem ambientação preferencialmente noturna, como por exemplo a chegada da Max com seu irmão na escola numa luz crepuscular, como a ida noturna no Palace Arcade pelos garotos, essas cenas poderiam ser diurnas, mas não, o clima não é esse que a direção quer nos passar.

Dessa vez, o roteiro mostra melhor a dinâmica do grupo dos quatro amigos durante a vida normal, fora da situação de crise, onde temos espaço para disputas, que não aconteceriam num momento de união de forças para enfrentar um inimigo em comum, podendo assim aprofundar e amadurecer os personagens, como o Dustin que se demonstra muito ativo, as vezes até agressivo e boca suja, mas mantendo o carisma inigualável, como o Lucas e sua irmã Erica sempre disputando território e Will e Jonathan, se fortalecendo em contra-ponto aos outros irmãos apresentados, e podemos afirmar: que temporada teve o Jonathan, hein!

Nesta temporada o personagem com mais informações sobre tudo que estava ocorrendo foi sem dúvida o chefe de policia Jim Hopper, os roteiristas acreditaram que ele poderia ser o guardião de todos os segredos, e nós acreditamos junto. Aproveitando que entramos no laboratório, com todos aqueles botões luminosos coloridos, vale ressaltar a agressividade dos testes aos quais o menino Will era submetido, agulhas metálicas e eletrodos, o ponto de amenização foi o Cientista Chefe, que foi muito mais humano nesta temporada, prestativo apesar de cumprir a necessidade de sigilo da função.

A temporada veio recheada de referências, temos apelido da 008 como  Kali, Terminator no cinema, uma Millenium Falcon GIGANTESCA, Ghostbusters, só faltou Scooby Doo! Falando em referências, podemos falar dos novos personagens, e que personagens meus amigos, carismáticos e complexos. Começando pelos meio-irmãos Max e Billy, ambos eram fogo puro, ela vem somar ao grupo, dando novos ares para o quarteto, criando novas emoções a trama, criando rivais. Billy era o rival personificado, debochado, barulhento, agressivo e galante, veio substituir o papel que o Steve deixou de fazer no final da primeira temporada. O alivio cômico que foi o investigador Murray, com suas obsessões russas, e o nosso “mais carismático impossível” Bob “Eterno Sam”, quando ele entra na cena você já sorri por dentro, e ele veio com um personagem que faltava nessa história de nerds, o nerd deslocado, que cresceu isolado. Ele cresceu sofrendo bullying, não tinha grupo de amigos para o defender, ele adora resolver enigmas, ele adora tecnologia, ele é carinhoso, ele é amigo, ele é companheiro, ele é engraçado, ele ri alto durante o filme bobo, ele quer agradar, ele, ele, ele… é foda. Por fim, o grupo que é apresentado na primeira cena do primeiro episódio, como não se empolgar com eles?

Bem amigos, eu aplaudi de pé a qualidade dessa temporada, doses de emoção na medida certa, personagens bem criados e cativantes, roteiro dinâmico e bem argumentado, a expansão do mundo invertido é bem intuitiva, só posso finalizar dizendo que:  o Dustin pode ser o segundo o Dig Dug, mas o Lucas era o terceiro, não se esqueçam. E que Mago de level alto sempre é Overpower, temos que aceitar isso.

Obrigado e até a próxima.

Lucas Alves  ‎@lucasalves3

 

 

 

 

  • Arthur Vinícius Dantas da Silv

    Oi, Lucas. Gostei do seu texto. Gostaria de pedir sua opinião sobre o episódio 7 dessa segunda temporada. Os “críticos” (omelete e Judão), estão se digladeando, um exaltando o episódio e o outro considerando-o o maior desperdício de tempo da história. Gostaria de saber sua opinião.

    • Lucas Lourival Alves

      Olá Arthur, desculpe a demora em responder, não tinha notificado. Mas vamos lá.
      Eu gostei muito do 7º Episódio! Por diversos motivos, vou listar:
      1º – Estava curioso com a Kali e seu grupo, da mesma forma que as crianças formam um “um grupo de aventureiro de RPG”, os punks também tem essa dinâmica, que até é explicada bem detalhadamente.
      2º – Serviu para desenvolver a Onze, no visual, no amadurecimento, e para ajudar ela a despertar sua força oculta, e isso foi essencial para a história. Se não tivesse acontecido desse jeito, todo mundo iria reclamar que o final foi mal construído e e que era um “Deus Ex Machina” no roteiro.
      3º – Servirá como gancho para as novas temporadas, foi bom ter sido incluído agora, novos lugares, novos personagens, retorno do papa, missões extra de vingança para a Onze.
      4º – Trouxe mais ação para a temporada, que estava bem Scooby-Doo procurando Dart na escola, se ficasse só nisso teria sido chato.
      5º – … tá bom já né…
      E você o que achou?