lucasalves310/ dezembro 30, 2017/ Reviews, Séries e TV/ 1 comments

Olá pessoas, voltei para falar de Bright, prepararam suas fichas de personagem? Vou jogar os dados!

Bright é uma fantasia urbana, numa época equivalente contemporânea a nossa, temos smartphones, temos violência, temos abismo social. Desta forma, com pequenos flash desse mundo, já podemos identificar que numa sociedade com várias raças, alguns Centauro e Dragões, os humanos são ainda maioria, dispersados em todas as esferas, temos os Elfos no topo, vivendo em bairros mais ricos e nos melhores cargos, Orcs como párias sociais, manchados por uma escolha histórica de dois milênios atrás por terem apoiado o “senhor das trevas”, o interessante aqui, é a inversão, que para a nossa sociedade cristã tivemos há dois milênios uma figura sagrada que foi morta, no mundo de Bright foi o contrário.

We’re broken people now
We’re burning out

Entre carros pesados e ruas sujas temos dois protagonistas, um humano desesperançado, com dívidas impagáveis, mal visto pelos seus vizinhos, em atrito com seus colegas de trabalho, sua única esperança é sua família. O outro é um Orc de fibra, que mesmo sendo pisado com seus irmãos de raça, pelos outros policiais, se apoia na história de seu pai e no orgulho que tem pelo seu distintivo.

A história se passa no retorno de Ward, após um conturbado caso de atentado contra sua vida, onde seu colega Orc fora acusado de negligência, dentre as chamadas cotidianas eles se deparam com uma Elfa portando uma Varinha de Condão. Daqui para frente só se escuta gritos (Altamira!!!) e tiros. Os roteiristas falaram um para o outro, deu de carro cara, vamos a pé agora, e num passe de mágica eles estão atravessam os lugares mais +18 da cidade. Numa corrida maluca, todos capturam eles, mas sempre cometem o erro de colocar Ward contra a parede, não façam isso, ele vai reagir, e ele faz isso muito bem, os clímax são ótimos, são repletos por um misto de sentimentos, raiva, justiça, fé, mortes rápidas e impactantes.

Altamira Brow!!!

O roteiro de Bright mantém sempre a constante de apresentar o mundo, isso é feito durante todas as duas horas de filme, e por ser muito explicativo, pode ser tornar cansativo ou superficial para alguns. É um fato que temos muitos personagens pouco explorados, gostaria de listar alguns: Jakobi – Ele foi identificado como um Orc da profecia, aquele que renasceu, mas essa profecia não é apresentada, quem é ele? o que ele fará? (isso eu sei, ele vai libertar os Orcs) Como se dará isso? Os Magos – Qual o poder deles? (além do orçamento federal). Tikka – Ela quase não fala, na verdade tem mais acrobacias que texto, mas ela é uma Bright, e diferente do Ward, acho que ela tem futuro.

Teremos uma continuação de Bright? Sim. Direta? Sim. Poderíamos ter vários Spin-off? Quero. Mas uma coisa que posso alertar é que poderemos não ter Will Smith na continuação, ao menos não precisaria dele como protagonista, a história dele já foi bem explorada neste filme e não é a mais interessante, na minha opinião é desnecessária no futuro, Jakobi é muito mais intrigante. Outro sinal que me leva a pensar isso, é que quase todos os humanos apresentados morreram nesse arco, com exceção de Ward e sua família, assim acredito que será necessário um novo núcleo humano, quem sabe com Mago federal, quem sabe com maluco preso no meio da rua por treinar esgrima medieval. (Abraço para o pessoal do SCAM que é campeão sulamericano na modalidade).

Gostei muito de Bright, caso o review não deixe isso claro, mas acredito que ainda vou gostar mais. Principalmente no próximo quando eles subirem naquele dragão que aparece sobrevoando a cidade numa das passagem de cena. Grande abraço a todos e obrigado pela atenção.

Spoiler: meu próximo review vai ser mais dark.

Lucas Alves  ‎@lucasalves3

  • Will, Who?

    Excelente texto. Tbm gostei do filme e quero muito q explorem mais esse universo.