Marcio Andrade/ novembro 19, 2017/ Filmes, HQs, Reviews/ 3 comments

Olá, meus caros amigos leitores. Essa resenha é especial para mim por um simples motivo: É DE UM FILME QUE ESPEREI MINHA INFANCIA TODA PARA VER PASSAR NOS CINEMAS!!!

Hoje, também irei compartilhar essa resenha com meu amigo Igor Pineli que também irá comentar sobre o filme após minha primeira parte. Senhoras e senhoras, falemos agora sobre Liga da Justiça que estreou essa semana nas telonas mundo a fora.

Primeiro, vamos partir do princípio. Existem muitas origens e formações do supergrupo de heróis da DC Comics e partimos desde o grupo conhecido como Sociedade da Justiça da América (com Jay Garrick como Flash e Alan Scott como Lanterna verde), aquela formação que vimos em superamigos que incluía os supergêmeos, Robin e mais alguns membros e até a formação vista na série animada (onde Wally West era o Flash e John Steward era o Lanterna). Mas a formação que vimos nesse filme atual é vinda quase que diretamente dos Novos 52, contando com Ciborgue que anteriormente fazia parte dos Jovens Titãs como visto nas serie animadas substituindo diretamente o Caçador de Marte, Aquaman, Flash e a trindade clássica da DC.

Coisas que você pode notar no decorrer do filme baseado nas primeiras revistas em quadrinhos da Liga da Justiça dos Novos 52 é a necessidade de união de um time quando uma invasão de Apokolipse coloca a Terra em risco, Batman lutando para trazer o Superman de volta a batalha e o combate feroz entre o vilão principal (Sendo aqui o Lobo da Estepe ao invés de Darkseid como nos quadrinhos) contra Mulher Maravilha e Aquaman. Vale lembrar também que existe uma animação chamada LIGA DA JUSTIÇA: GUERRA, se você não tiver paciência para ler os quadrinhos e quiser ver algo mais rápido.

Certamente o Flash foi um ótimo alivio cômico para o filme e o espirito de luta compartilhado pela Mulher Maravilha e pelo Aquaman durante as lutas no decorrer do filme foram excepcionais. MAS o ponto alto do filme que as pessoas até mais incrédulas podem não crer ainda é a aparição do Superman e não só o homem de aço voltou dos mortos para salvar o dia, mas também voltou sobrecarregado de poder remetendo sim ao SUPERMAN PRÉ-CRISES (o herói era muito mais poderoso antes das sagas Crises em Infinitas Terras e Crises Infinitas). Ele está tão absurdamente poderoso que nem o próprio Lobo da Estepe parece ser capaz contra ele no mano-a-mano em determinadas partes.

O filme também trouxe algumas referências bem legais:

  • Como num jornal que fala sobre a morte do Superman com o título: “Eles já voltaram para seu Planeta” e as fotos ao lado tem uma homenagem a David Bowie e Prince;
  • Temos sim uma aparição de um dos membros da Tropa dos Lanternas verdes e isso mostra um futuro para o herói no DCEU (Lembrando a questão que após os Novos 52, a Terra agora conta com 6 Lanternas e não mais 4 como anteriormente);
  • Superman numa passagem na fazenda em que foi criado mostra o personagem vivido por Hanry Cavill trajando as roupas usadas pelo seu antecessor Christopher Reeve em um dos primeiros filmes – Lex Luthor também está usando o mesmo terno do seu primeiro ator, mas isso é só para constar;
  • Houveram 6 corridas entre Flash e Superman para decidir quem era o mais rápido, em 4 delas a vitória foi do Flash enquanto as outras duas deram empate.
  • E para fechar, na passagem em que Bruce Wayne vai recrutar o Flash, antes de ele lançar o Batrangue, na televisão atrás do personagem vivido por Ben Affleck está passando um episódio de Rick e Morty, sendo o nono episódio da primeira temporada caso os fãs venham a me perguntar.

Eu já o considero um dos melhores filmes de heróis que já vi por se tratar de um filme o qual esperei muito desde que era garoto. Realmente é um filme altamente recomendado para ter uma boa diversão no cinema pois ele vale o ingresso. E não percam nada, pois o filme tem duas cenas pós-créditos, onde a segunda mostra um novo vilão do universo DC (devo dizer um dos meus favoritos até hoje) e na melhor e mais fiel representação de um vilão que a DC poderia fazer.

Agora deixarei meu amigo Igor continuar a resenha.

Opa Marcio! Deixa comigo! Podemos começar falando da união da Liga, que se dá de uma forma totalmente plausível. Até mesmo o Aquaman, que no começo se mostrava indiferente à luta, se junta de maneira que não fica “forçado”. Isso se junta ao bom desenvolvimento do Flash e do Ciborgue, que estão ali com um propósito e não simplesmente jogados na trama.

O único personagem que ficou um pouco fora do tom foi o Batman, que se diferencia demais de sua versão de Batman v Superman, apesar de ser a mesma pessoa.

O vilão Lobo da Estepe passa uma credibilidade no começo, porém, apesar de ser bastante poderoso, se mostra mais um vilão escada para o futuro embate com Darkseid. Querendo ou não, ele serve bem ao seu propósito.

O Flash, como dito anteriormente, serve como um ótimo alívio cômico, fazendo as únicas piadas que não ficam forçadas no filme, pois é coerente com o personagem. Aquaman mostra bem a sua personalidade antes e durante as lutas, deixando bem claro que ele só está nessa luta pelo povo de Atlantis. O Ciborgue, inicialmente, se mostra recluso, com vergonha do que se tornou, mas depois ele entende que suas capacidades são um dom e podem ser usadas para defender o mundo.

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Enfim, o que todos estávamos esperando, a aparição do Superman. Um grande medo era que seu retorno parecesse “roteirismo”, mas fez total sentido dentro do filme. E finalmente é o Superman que todos queríamos ver desde o começo. Quando ele aparece, nós sentimos que ele é realmente um símbolo de esperança e que sem sua presença essa luta estaria perdida. Sua personalidade mudou completamente do último para esse, talvez por ele dar mais valor à tudo ao seu redor. Não foi um CGI escancarado na boca (pois o ator não quis raspar o bigode para as refilmagens, por estar gravando outro filme) que fez com que o personagem perdesse seu carisma, e isso pode soar estranho, mas há momentos em que isso dá até um charme ao filme (me julguem).

Enfim, nossa nota para o filme. Eu e o Marcio chegamos em um acordo e constatamos que não podemos dar menos do que 5/5 para este filme. Por toda a carga emocional e as expectativas que foram atendidas.

 

  • Gyselle P. Teixeira Correia Li

    Filmaço <3 Adorei o filme, achei incrível e não dou a minima para esses haters que ficam falando mal do filme!

    • Marcio Andrade

      Como citei no texto, é um sonho que se realiza na minha infância. hahahaha
      Ele foi muito bem executado e acredito que na versão do diretor ainda traga outras surpresas a mais.

    • Isso aí… não alimente os haters…