Marcio Andrade/ novembro 25, 2017/ HQs, Reviews/ 0 comments

Nos últimos dias, vinha conversado com um amigo sobre obras atemporais.  Em alguns tópicos dessa conversa, ele citou o fato de que, por ir acompanho sua namorada dele a filmes e series de super-heróis, ele começou mais a se interessar pelos universos, querendo até algumas dicas de quadrinhos para acompanhar, dentre os cotados por ele próprio estavam Batman e Homem-Aranha. Nessa conversa se estendeu por boas reflexos sobre obras – não só em quadrinhos, filmes, mas também em livros. Citamos também que atualmente tinha muitas obras ruins no mercado simplesmente porque seus autores fazem sucesso fora do mercado literário e isso desperta a vontade de um publico especifico pelas ideias daquelas pessoas.

No decorrer dessa mesma conversa, ele me falou que não gostava do Superman porque ele era quase que um Goku dos quadrinhos. Devo concordar com ele que antigamente o Superman praticamente não tinha fraquezas, mas me lembrei que um dos membros de equipes de super-heróis mais poderosos de todos foi o Dr. Manhattan que pertence a equipe de Watchmen. Esse personagem era quase um deus, podendo moldar a realidade, ser onipresente e etc; ainda fazia parte de uma equipe apenas de humanos. Ao contrário de equipes de heróis como a Liga da Justiça e os Vingadores que não contavam com um membro tão poderoso a esse ponto (isso mostra que o Homem de Aço não está no topo da lista), Watchmen não só foi uma obra atemporal, como uma das melhores histórias de quadrinhos de todos os tempos.

Com os eventos criados na revista DC Renascimento #1 que trazia Wally West de volta ao universo dos quadrinhos e abria algumas lacunas que tinham sido exploradas nos arcos pertencentes nos Novos 52. A revista também havia feito uma ligação direta com acontecimentos ocorridos nos últimos capítulos de Liga da Justiça e Mal Eterno que introduziu o personagem Coruja ao universo DC (já existia um membro na equipe Sindicato do Crime com esse nome, esse mesmo é uma parte maligna do Homem Morcego), e deixava evidencias diretas que o aparecimento de Manhattan no universo DC seria próximo.

Os eventos finais de Renascimento fizeram o Batman a encontrar um Botom com a carinha sorrindo, isso fazia alusão direta ao personagem Comediante, que pertence a equipe de Watchmen. Esse arco foi lançado em 6 edições, sendo três em Batman e outras três em The Flash. Nesse arco, o velocista escarlate e o homem morcego fazem uma investigação sobre os poderes escondidos no botom e o estranho fato de uma morte prematura de Flash Reverso após ter roubado o botom, entrado em contato com a força da aceleração reversa e ter seu corpo consumido após ele ter visto “Deus”. Uma alusão direta ao personagem Onipresente que estou citando no decorrer desse texto.

Na primeira metade desse ano, a DC confirmou o lançamento do arco Doomsday Clock, onde era mostrado o Superman tendo seu corpo sendo transformado por partes de relógios e ao fundo a tão esperada presença de Dr. Manhattan.

No dia de ontem, a DC lançou essa edição lá fora e a sua sinopse é a seguinte:

 “O Relógio do Apocalipse é a culminação das sementes que Geoff Johns esteve espalhando durante anos, sementes que começaram a dar frutos em 2016, na edição nº1 do Renascimento do Universo DC. Lá, leitores descobriram que o Doutor Manhattan de Watchmen esteve interferindo na linha do tempo do Universo DC como uma espécie de grande experimento cósmico. O Relógio do Apocalipse marca o ponto onde Superman e Batman finalmente confrontam seu adversário todo-poderoso e têm a chance de provar se a esperança e a compaixão que alimentam o UDC é mais forte do que o cinismo feio que impregna o universo natal de Manhattan”.

Acabei de ler essa revista um pouco antes de escrever essa resenha e sim, ela está incrível pois ela está fazendo ligação direta com o termino de Watchmen. Ainda tem a aparição do personagem Ozymandias onde ele encontra um novo Rorschach que deve ir atrás de Manhattan, esse que disse que iria atrás de um universo mais simples e se vê interessado pelo poder e controle de Clark Kent.

Watchmen é uma das obras atemporais que citei para esse meu amigo. E se você ainda não leu essa obra ou não assistiu sua adaptação em filme, está perdendo uma das melhores histórias em quadrinhos que você irá ler na vida. Questões como ambientação, personagens e principalmente sua conclusão com o plano maligno do vilão fazem essa ser uma das melhores histórias que você pode ver em vida. Confira uma das melhores aberturas de um filme que você verá:

Além do possível potencial a ser explorado pela DC do decorrer desses arcos, tem uma super obra vindo aí para seu prazer. Fica a dica, meus amigos leitores.