Marcio Andrade/ dezembro 24, 2017/ Reviews, Séries e TV/ 0 comments

Quinze Homens no bau do defunto

Iô, ho, ho, e mais uma garrafa de rum!

Antes de começar a ler essa resenha, espero que já tenha visto a primeira parte desta; que você pode ler clicando AQUI.

cavalheiros e damas, para evitar terminar o ano com qualquer pendência que possa ser, venho acabar com a resenha referente a série Black Sails e de brinde daremos também uma resenha sobre o livro Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson. Então comecemos com uma breve representação da quarta e última temporada da série que irá ser adicionada ao Netflix no mês de Janeiro.

A última temporada nos traz uma série ainda mais sangrenta do que foi nas três primeiras temporadas. Isso se dá pelos atuais fracassos do Capitão Flint em tentar negociar a paz entre Inglaterra e Nassau e a perda de uma personagem muito importante (não posso entrar em maiores detalhes pois assim seria spoiler). o capitão se tornou ainda mais sangrento e violento, indo atrás de juízes e senhores de terras ingleses num simples genocídio. Com a guerra entre a coroa e os piratas e a aliança com os escravos se tornando cada vez mais densa, Flint decide então tornar a guerra algo mais real e torna todo o planejamento e temores reais.

Com Nassau tomada pelos ingleses, Billy que fazia parte de uma família de agitadores, torna a população insatisfeita com o governo inglês importo a Nassau e torna uma revolta silenciosa sendo liderados por um único capitão pirata como símbolo. O que muitos esperavam era que o escolhido fosse Flint, por já ter espalhado muito terror nos últimos tempos, mas o escolhido foi o contramestre John Silver que finalmente ganhou o apelido Long John Silver.

Em outra parte, o contramestre John Silver sento intitulado rei dos piratas e com conflitos cada vez mais relevantes contra Flint que o persegue em busca do ouro do Urca Espanhola para utilizar como resgate por uma das principais lideres dos escravos. Flint esperando utilizar como investimento para a guerra mais real a cada dia decide enterrar o tesouro numa ilha fora dos mapas conhecidos.

Outro fator legal nessa série é a aparição e influência do pirata Barba Negra que aparece finalmente na série.

E segundo a declaração do co-criador da série Jonathan E. Steinberg que disse: “É um raro privilégio na televisão conseguir ter o tipo de liberdade criativa que tivemos com essa série ao longo dos últimos quatro anos. Enquanto foi uma decisão difícil fazer dessa temporada a nossa última, simplesmente não conseguimos imaginar nada além do que faríamos para uma conclusão melhor ou uma entrega mais natural para Ilha do Tesouro”.

A série com toda a certeza teve uma temporada bastante completa e uma ambientação incrível para a temática pirata. Com toda a certeza aos fãs dos piratas podem achar essa uma das melhores adaptações já feitas sobre esses guerreiros navais.

Agora façamos a visão referente ao clássico livro Ilha do Tesouro. Já que a série se passa aproximadamente vinte anos antes da série.

Escrito por Robert Louis Stevenson em 1883, livro sobre piratas e tesouros enterrados tem a seguinte sinopse:

Num vilarejo litorâneo da Inglaterra no século XVIII, a chegada de um personagem extraordinário a pequena estalagem Almirante Benbow chamou a atenção de Jim Hawkins um garoto com apenas doze anos. O marujo, apresentou-se como Capitão Billy Bones. Passava os dias embriagando-se com rum enquanto vigiava sem descanso, a caminho para a estalagem.  Durante um dos ataques que o acometiam pelo excesso de bebida, Billy Bones, acreditando que ia morrer, confessou ter servido como imediato no navio de um temível pirata, Capitão Flint de quem havia herdado o mapa de um tesouro. Vivia apavorado com a possibilidade de ser encontrado por seus antigos companheiros, em especial um homem com uma perna de pau de quem dizia, o próprio Flint tinha medo. E realmente chegaram outros dois piratas trazendo para o capitão a marca negra, um aviso macabro que anunciava ao condenado a hora da sua morte.  Com o pavor e o excesso de rum, Billy Bones morreu e o jovem Jim, compreendendo o terrível perigo que seria continuar na estalagem, fugiu levando consigo algumas moedas de ouro e o mapa do tesouro. Aconselhando-se com seus amigos, Drº. Livesey e Lorde Trelawney a quem mostrou o mapa, Jim iniciou sua aventura.

Nesta obra, o autor também instituiu um novo estilo de escrita, traçado pela característica da ação contínua, que também serviu de intuito para estimular a leitura ao público-alvo. E também como curiosidade, foi nesse livro que pela primeira vez apareceu um mapa do tesouro, onde a arca cheia de ouro enterrada estava marcada com um grande X, hoje tão comum nesse tipo de história.

realmente não só é uma ótima experiência ler esse livro como assistir a série também lhe traz bons momentos. Não só fica o último conselho do ano assistir essa série e ler o livro após. Se já assistiu a série, leia o livro; Se já leu o livro, assista a serie. Pois certamente vocês, leitores, irão gostar bastante.

 

E para todos a bordo: Um ótimo fim de ano para vocês, amigos leitores

Quinze Homens no bau do defunto

Iô, ho, ho, e mais uma garrafa de rum!

A bebida e o demônio terão feito o resto

Iô, ho, ho, e mais uma garrafa de rum!