Thin Ice – Review do terceiro episódio de Doctor Who – OFilmante

Esse post vai ter muito spoiler, de várias temporadas

Olá whovians, de volta com mais um review, dessa vez vamos pro terceiro episódio da temporada de Doctor Who.

A primeira coisa que pensei quando esse episódio começou é que seria impossível o Tâmisa congelado e mais impossível ainda uma feira ocorrer em cima dele, que seria mais uma loucura de Doctor Who. Fui pesquisar né. E não é que encontrei, realmente 1814 foi o ultimo ano em que o Tâmisa congelou e realmente tinha uma feira ocorrendo ali e com um elefante!!! Surreal, juro pra vocês, a realidade as vezes é mais maluca que a ficção. Só um detalhe, o episódio foi escrito por Sarah Dollard, que é a mesma roteirista de Face the Raven, o episódio da 9ª temporada em que a Clara morre.

Uma das coisas que mais me deixou doida nesse episódio foi o lance das roupas. Caramba, quando o Doctor levou a Martha pra conhecer o Shakespeare ele tava pouco se importando com as roupas (e ela estava de calças e jaqueta de couro em pleno século XVI) e menos ainda com o fato da Martha ser negra, dessa assim que a Bill pede algo pra se livrar do problema ele indica um cômodo na TARDIS (que juro não consegui decorar onde fica) e diz que a solução é um vestido. Esses roteiristas ainda me deixam doida. Mas sim, todos somos apaixonados pela TARDIS, mesmo antes de saber que ela tinha vestidos, só por levar o Doctor pra confusão.

Outro susto, e isso antes da abertura do episódio, foi aquele bicho, ser, monstro, como queiram chamar. Quando vi o olho logo de cara lembrei do T-Rex da 8 temporada, ai me toquei que T-Rex não são bichos aquáticos e voltei pra realidade. E logo assim de cara não dá pra perceber que Tiny está presa embaixo da água, confesso pra vocês que rolou um medinho.

Uma coisa que fica muito forte a cada episódio é como a Bill é muito século XXI e o quanto ela saca de ficção científica. Como estão no passado a preocupação dela é alterar o futuro. E olha, não sei vocês, mas eu certamente teria esse medo se viajasse para o passado. A reação do Doctor é a melhor né, e como o 12th tá solto, tá se divertindo, tão diferente daquele Doctor rabugento, chato e implicante da 8ª temporada. Uma pena que o Capaldi vai sair nessa temporada, ficaria mais umas 2 ou 3 com ele feliz da vida.

Achei a feira fabulosa e realmente me pergunto se era assim. E só iria experimentar o carneiro, que não me pareceu nada nojento, o resto eu fugiria. E a questão da história ter sido “desbotada” tem muito a ver com a Bill estar ai, é representatividade, é mostrar que tem muitos negros na Inglaterra e não é só hoje, é na história da Inglaterra, amei muito essa parte, pena que foi muito rápida.

É impressionante como a Bill tem muito das outras companions, quando ela fica puta porque o Doctor não salvou a criança me lembrou muito a Donna, que se importava com todo mundo. E que sermão ela leva do Doctor. Vamos combinar que a partir do momento que o menino estava cercado pelas luzes não tinha mais muito o que fazer e depois que ele cai no buraco há menos ainda e o Doctor aceita isso (esse bem mais que o 10th ou o 11th, que ficavam loucos quando alguém morria), mas quer ajudar os outros e descobrir o que está matando essas pessoas no rio.

Por que diabos usar um escafandro pra mergulhar no Tâmisa??? O Doctor já viajou todo o universo, viu o fim dos tempos, mas tem que usar um treco que não é mais usado desde a década de 1940. E o que foi aquele peixe (roubado descaradamente de Procurando Nemo) de borracha, demorei um tempão pra parar de rir com o Doctor batendo aquele peixe pra lá e pra cá, provavelmente gastaram o resto do dinheiro com o escafandro (eu amo essa palavra) e só sobrou borracha pra fazer o peixinho.

Muito bom ver o Doctor usando o papel psíquico de novo, sinceramente estava com saudades. E ri demais com o Doctor usando de novo o “Doctor Disco”. Esse foi um episódio pra rir e rir muito, pq tá cheio de contradições engraçadas, como a que acontece justamente quando o Doctor usa o papel psíquico para entrar na casa de um figurão de Londres e o soco que o Capaldi dá depois de todo um discurso de diplomacia é o melhor e totalmente inesperado. Pra mim o que vem nessa sequencia depois do soco é o tema principal do episódio, o fato de que vidas são vidas e que são importantes, independente da cor, da classe social. Aí, fiquei igual a Bill nesse hora, com os olhos cheios de lágrimas e realmente ela entendeu que seguir em frente não é ignorar o que aconteceu é tentar fazer com que não ocorra de novo com outras pessoas.

O desfecho do episódio é bem simples, mas de novo o Doctor coloca a companion contra a parede pra decidir o destino de um ser que está na Terra. Assim como ele fez com a Clara em Kill The Moon, da 8ª temporada, ele pede pra Bill decidir o que eles devem fazer com a Tiny, e a Bill não dá um chilique, diferente da Clara.

Como estou comparando essa temporada muito com a 8ª, vou comparar mais uma vez. De novo o plot da temporada só é lembrado lá no final do episódio. E gostaria que vocês me ajudassem a especular o que tem naquele cofre, cheguei a pensar no Master, mas foram só 3 batidas e não 4. E se for o Master, com só 3 batidas, eu vou ficar muito brava. A Missy também não deve ser, afinal ela é o Master e não tem lógica ela, só por ter regenerado como time lady, do nada mudar as batidas. Mas é algo perigoso, o Nardole fica com muito medo. E falando em Nardole, ele está se saindo um grande de um chato, tá insuportável. Tá bom que ele não é alguém que a gente iria morrer de amores, mas ele poderia ser só um pouquinho menos chato né.

Um bom episódio, leve, divertido, já temos uma companion que aprendeu os macetes da viagem no tempo e um Doctor que decidiu que não vai mais ficar preso a Terra. Só esse final que me deixou um pouco decepcionada, acredito que se o lance do cofre estivesse misturado com a história, assim como foi no primeiro episódio, seria mais interessante.

Semana que vem estarei de volta com a casa assombrada, isso se não for devorada pela Tiny antes!!

Allons-y

 

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