Smile – Review do segundo episódio de Doctor Who

Esse post tem spoilers do 2 episódio de Doctor Who e talvez de alguns outros de temporadas passadas ou futuras (Time Wimey Wibbly Wobbly)

Boa semana pessoal!

Lá estamos nós no segundo episódio da temporada de Doctor Who e eu já estou sofrendo pela regeneração que vem por ai.

Mas vamos logo parar de papo furado e ir para o episódio que é o que interessa.

O episódio começa exatamente do ponto onde o outro terminou, temos a nova companion finalmente e oficialmente dentro da TARDIS. A conversa entre os dois é excelente e a Bill se comporta realmente como uma aluna, perguntando tudo. A melhor pergunta que já vi em Doctor Who está nesse diálogo. “Onde está o volante?”. Caramba, em mais de 50 anos acho que ninguém nunca havia perguntado isso, também, quando se entra na TARDIS e percebe que ela é maior por dentro, que viaja no tempo e no espaço, que horas é que vamos pensar em volante né. A conversa entre os dois é tão boa, tão fluida, que o Doctor até conta que roubou a TARDIS. E ai lá vem o Nardole interromper, (eu até tava gostando dele, mas ele tá muito chato) e lembrar o Doctor da sua promessa que a nave não pode sair do planeta e implicar com a Bill. A melhor parte é o Doctor falando que vai voltar ao escritório e não que não irá deixar o planeta.
Quando a Bill o questiona se eles irão mesmo voltar ao escritório, o Doctor lembra que eles estão em uma máquina do tempo e que podem voltar antes do chá ficar pronto.
Bill então decide ir para o futuro, ver se ainda existe felicidade.
A cena corta para uma mulher andando em um campo de trigo e conversando com outra através de um comunicador. A segunda insiste para que ela não volte e que continue sorrindo, mas sem explicar nada. E que mania desse povo de não explicar as coisas né, pouparia muito sofrimento se ela falasse pra outra que ela deveria continuar sorrindo pois os Vardys estão comendo todo mundo que fica triste. e o interessante é que a Kessia nem se toca que a cidade está vazia, tipo onde foi parar todo mundo e ela só está preocupada com o sorriso falso da irmã.
E a irmã paspalha em vez de explicar direito as coisas vai logo contando que todo mundo morreu, claro que a Kessia fica triste e é devorada pelos Vardys e a irmã tonta também, logo em seguida.
Voltamos a acompanhar o Doctor e a Bill que desembarcam nesse planeta meio maluco, sem saber de nada né.
E os questionamentos da Bill, como sempre, extremamente pertinentes. Ela vem com uma pergunta que ninguém nunca fez, ou todo mundo fez, mas nunca ninguém respondeu. Por que a TARDIS está em forma de cabine telefônica da polícia? Por que não outra forma? Por que o Doctor não decidiu mudá-la? E nenhuma resposta satisfatória do Doctor né.
A companion lembra o Doctor que o Nardole falou que ele tem um juramento a cumprir (que diabos é esse juramento???? MOFFAAAAAAAAAAAATTT!!!!!) e o Doctor diz que algo aconteceu há muito tempo atrás e ele tinha que proteger um cofre. Claro que a Bill lembra que eles não estão na Terra no momento e o Doctor diz que ele tem uma máquina do tempo e pode voltar quando quiser. Mas e se eles ficarem presos??? Se algo der errado??? Ah isso é muito complicado, melhor não pensar. Aí, aí, aí esse Doctor viu, sempre fugindo dos questionamentos mais difíceis, mesmo que a gente saiba que no fundo ele já conhece a resposta (obs: depois de ver o NEXT vemos que o Moffat colocou um baita de um spoiler nessa cena aqui).

Os dois passam a explorar a cidade e encontram os Vardys, que o Doctor explica o que são, tanto pra Bill, como para nós. Eles tem implantado um dispositivo de comunicação e conhecem a interface dos Vardys, que se comunicam por emojis e dá a eles uma uma tag de humor também por emojis, mas que só outras pessoas podem ver.
Aí eles recebem uma comida em forma de gelatina e eu fiquei sem entender o porquê dessa gelatina. Mas enquanto a Bill come a gelatina o Doctor fica questionando por que o planeta está vazio. E nessa vem outra tirada fantástica da Bill, que reclama de sexismo na comida, pois ela recebeu uma porção e o Doctor duas e ele com toda naturalidade diz que deve ter recebido duas porções por ter dois corações e obviamente a Bill surta enquanto ele continuar na sua divagação. E a divagação vai até o Doctor chegar a conclusão que o planeta está vazio pois seus habitantes ainda não chegaram. Mas logo sabemos que ele está mentindo (não se esqueçam, o Doctor sempre mente) e que ele já sacou que aconteceu algo com as pessoas que estavam no planeta.

O passeio continua e o Doctor não resiste em contar parcialmente o que ele entendeu pra Bill, eis que eles descobrem que o fertilizante do jardim são ossos humanos, da equipe que estava preparando o planeta para os humanos morarem. Os dois fogem, mas são perseguidos pelos robozinhos (não adianta falar que não é Doctor), que os cercam. Rapidamente o Doctor descobre que só conseguem escapar dos robozinhos sorrindo, e apesar de gostar do episódio eu achei tão ruim essa parte, meio que senti minha inteligência sendo subestimada pelo Moffat, tipo, “aí o Doctor é muito inteligente e ele descobriu em 5 segundos como resolver o problema”. Tá eu sei que já vimos isso mais de uma dezena de vezes, mas dessa vez me incomodou mesmo. E eles conseguem escapar dos robozinhos e correr para a TARDIS.

O Doctor deixa a Bill na TARDIS e volta para a cidade pra tentar fazer algo contra os Vardys. Claro que a Bill questiona o que ele tem que ir fazer lá, por que ele é quem tem que salvar o planeta e uma inscrição na TARDIS a faz entender.
O Doctor está andando pelo planeta e a Bill o encontra e temos outra piada excelente com a nacionalidade do Capaldi.
A companion então coloca o Doctor contra a parede e fala que ele não procura ajuda porque ele é a ajuda e que está ali pra ajudar o planeta. Ele mostra pra Bill que o planeta é todo feito por Vardys, mas que provavelmente deve ter uma nave de onde tudo começou. Eles vão até a nave e entram, pois o objetivo do Doctor é explodir o planeta com o motor da nave. Ele deixa a Bill em um local para que ela o guie até o centro na nave através de um mapa.E a reação dela por estar em uma nave é a melhor.
A nave reconhece a presença de humanos e começa a “acordar”. Enquanto o Doctor inverte os cabos do motor para explodi-lo, a Bill vai atrás dele e encontra o corpo de uma senhora morta e um livro com a história da humanidade. Enquanto isso um dos robozinhos entra na nave, preparado para matar. No livro que está vendo a Bill descobre que o planeta Terra não existe mais e no que está indo atrás do Doctor encontra um menino.
O Doctor está pronto para destruir a nave, mas o robozinho chega e ele tem que se livrar dele. Logo em seguida descobrem que todos os colonos estão em cápsulas, esperando acordarem para colonizar o planeta e o Doctor fica em pânico com a possibilidade de explodir o planeta. Que dilema hein, explodir todo o restante da raça humana ou deixar que eles virem fertilizantes???
As pessoas da nave estão acordando e o Doctor quer evitar que elas saiam da nave para que não sejam devoradas, mas ele não faz ideia do que aconteceu. A Bill, então, resolve levá-lo até o corpo da senhora morta e ele descobre como todos morreram, por qual motivo os Vardys devoraram todos, a tristeza, que não era conhecida deles e que eles detectaram como um problema a ser combatido.
Para os poucos que acordaram o Doctor vai explicar tudo que ocorreu e claro que os humanos ridículos (como disse uma amiga) sempre partem para a violência, achando que isso será a solução de todos os seus problemas. Os Vardys tentam se defender os humanos e o Doctor rouba no jogo, reiniciando-os e apagando as memórias deles. O Doctor funciona como um negociador e ajuda os humanos a permanecerem naquele planeta, sem a ameaça dos Vardys os devorarem.
Quando voltam o Doctor descobre que eles estão no lugar errado, em Londres, bem em cima do Tâmisa. E a aventura da semana que vem promete.

Senti que o episódio dessa semana foi mais uma maneira para conhecermos a Bill e nos habituarmos a ela. E pra quem é fã de Doctor Who há algum tempo sabe que isso é uma constante no episódio seguinte a apresentação da companion. Ele não acrescenta nada, não sabemos que juramento é esse que o Doctor fez e nem o que está escondido no cofre. Entretanto o episódio tem algo a mais, uma lição que devemos levar para a vida: é impossível ser feliz o tempo todo, temos que aprender a lidar com a tristeza, com o luto, com a dor. Talvez, isso seja também para o Doctor, que está enfrentando o luto pela perda da River e da Clara,que ele não lembra totalmente, mas a atitude protetora que ele tem com a Bill me faz crer que dentro dele há algo que diz  que a companion precisa ser protegida. Fora tudo isso, ele tem um quê de Silence in the Library, com a vantagem de que agora vemos o “monstro” que está devorando as pessoas.

Semana que vem estou de volta com os elefantes no meio do Tâmisa.

Allons-y!

  • Caçad. Demonios Interdimens.

    Humanos sendo humanos… ridiculos…é o q me ensinou esse episódio.

    E me deixou mais apaixonada pela Bill

    Q venham os elefantes (gritinhos de felicidade)

    • Calista Jubilee

      Eu falo que somos a desgraça de um virus

  • Malcomtux

    Esse episódio me fez pensar em quantas “primeiras colônias humanas” o Doctor já visitou ao longo da série, só na serie contemporânea deve ter sido umas três hahaha.

    Eu gostei do lance da mensagem de ajuda da placa da tardis ser um possível motivo pelo qual o Doctor nunca ter consertado o circuito de camuflagem da tardis que travou na primeira vez que usou, achei poético. 😀

    • Calista Jubilee

      Sim, também gostei muito dessa explicação pra Tardis travada.

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