Review: The Pilot – O primeiro episódio da 10 temporada de Doctor Who

Calista/ Abril 18, 2017/ Reviews, Séries e TV, Top 10/ 4 comentários

Esse post contém spoilers do 1º episódio da 10ª temporada, dos episódios de Natal de 2015 e 2016 e uma pitadinha aqui e outra ali de temporadas passadas.

Começamos o episódio com o Nardole nos “apresentando” a nova companion (e se você caiu aqui de paraquedas, prometo, se o Elói deixar, que explico melhor a mitologia de Doctor Who em outros posts), Bill. E o episódio já começa jogando easter egg na sua cara: Nardole deixa cair uma peça, provavelmente do seu corpo. No episódio de natal de 2015, conhecemos o Nardole, ele trabalha para a River e acaba ficando sem o seu corpo no decorrer do episódio, um ano depois, no episódio de natal de 2016, o Doctor fala que devolveu o corpo ao Nardole, entretanto, com essa peça caindo me fica uma dúvida, será que o corpo é um corpo biológico ou o Doctor construiu algo mecânico pro Nardole???? Será que veremos o Nardole tempo o suficiente nessa temporada pra responder essa pergunta????

E nem se passaram 2 minutos de episódio e toma mais referencia que tá pouco né. Mas antes, vocês repararam que a TARDIS está com uma placa de “fora de serviço”???? Como assim? Na sala Bill, além de ir lá olhar o que é a TARDIS, vai olhar a mesa, o que nos dá a oportunidade de ver as fotos da River e da Susan, e confesso que nessa hora me segurei pra não gritar. Quero mais Susan na 10 temporada, e não só em fotos, pronto falei. E outra surpresa é o porta screwdrivers, com um monte de chaves com um design clássico.

Cansou? Pois é quando a gente menos espera vem mais uma, Capaldão tocando sua guitarra (uma marca registrada do seu Doctor) e a 5ª de Beethoven. No 4º episódio da temporada passada o Doctor meio que deixa no ar que foi ele quem deu a ideia da 5ª pro Bee. Será????? Recomendo muitíssimo os 3º e 4º episódios da 9ª temporada.

Uma das características da Bill que vemos logo de cara é que ela é verborrágica, mas quem conhece o trabalho do Moffat sabe muito bem que isso é uma característica de diversos personagens dele. Na Bill isso não fica ruim não. Ela também mostra uma curiosidade diferente, atraindo o Doctor, que se dispõe a ensiná-la. Ah também ficamos sabendo que ela é adotada (e pelo visto tem uma mãe mais chata que a da Rose e da Martha) e que é homossexual (bom se até esse momento você ainda não tinha percebido, volte umas 10 casas no jogo da vida).

O Doctor virou professor em uma universidade e vou dizer, não sei vocês, mas eu fiquei com uma cara de “como assim?”. E que aula é essa sobre o tempo hein??? Minha Nossa Senhora de Gallifrey, vou ficar semanas pensando nessa aula, na ilusão que é o tempo. Só que o Doctor, sendo o Doctor, não está em um lugar parado à toa, ele sempre tem um motivo e vemos ele e o Nardole trabalhando em uma especie de cofre. Aí meu Xuxulo, mais um mistério pra temporada (e esse sim muito mais importante que o corpo do Nardole).

Conhecemos também a crush da Bill, a menina com o olho de estrela, a Heather, que vamos combinar, deve ter chupado alguns limões no café da manhã, que pessoinha azeda. A Bill tenta ser legal de várias formas e só leva patada seguida de patada. Só que a crush leva a Bill pra ver uma poça de água muito sinistra, e, lá vou eu ser sincera com vocês de novo, eu não vi nada e não sei se a ideia era a gente não ver nada mesmo ou eu que estou cega. E mais uma vez tadinha da Bill, pq a crush sai sem nenhum motivo e quase não dá tchau pra Bill.

Os dias passam, chega o natal e o Doctor é muito fofo com a Bill depois dela falar que quase não tem fotos da sua mãe biológica. “Misteriosamente” uma caixa cheia de fotos aparece na casa da Bill e em uma das fotos podemos ver o reflexo do Doctor no espelho. Mas vou falar viu, 13 regenerações, trocentos anos nas costas e ele não aprende, aposto com vocês que ele vai dar uma pontinha de esperança da Bill conhecer sua mãe e veremos problemas iguais vimos com a Rose e seu pai.

A Bill encontra mais uma vez com a sua crush, dessa vez um pouco mais animadinha, só que a Heather é sugada pela poça enquanto a Bill dá a volta para ir mais perto dela. Como já tinha levado um fora uma vez, a Bill fica bolada (qualquer um ficaria né), e em vez de desabafar com uma amiga, ir chorar as mágoas no bar, ela vai falar com o Doctor. Sabe-se lá porque né, mas é providencial pois ele vai pesquisar a poça sinistra. Claro que o Doctor saca o que é a poça e despacha a Bill pra casa.

Em casa a companion, que ainda não é companion dá de cara com a crush na maior vibe Samara (essa mesma que você tá pensando) no seu banheiro. E adivinhem pra quem a Bill vai pedir socorro, pro Doctor óbvio, mas antes de chegar no escritório ela não encontra a crush outra vez e com o mesmo visual “cai no poço e acabei de fugir de lá”. Apavorada, ela corre pro escritório do Doctor e nem bem ela entra lá tá a crush de novo, se materializando em uma poça de água. Heather, de crush, foi alçada ao posto de stalker e daquelas bem grudentas né. E gente, como esse visual da Heather me lembrou o episódio especial do Tennant “The Waters of Mars”. Será que teremos mais referencias por ai???

E finalmente a TARDIS é mostrada por dentro nessa temporada, pois o Doctor leva a Bill para lá como uma forma de fugir da Heather. Legal ver que demora um tempo até ela perceber o que é a TARDIS, inclusive falar que é maior por dentro (outro clássico de Doctor Who). O Doctor a leva pro subsolo da universidade, depois para a Austrália (nessa hora a Bill dá meio uma surtada, totalmente entendível né), pro fim do universo, tudo isso pra fugir da stalker (caraca, a mulher grudou mais que chiclete novo mesmo). Quando não tem mais jeito, a solução parece ser queimar esse ser aguado que se tornou a Heather e eles vão para o meio de um conflito com os Daleks (que por alguns segundos eu cogitei ser a Time War, mas não parece), o que mais uma vez parece não resolver. Sério, os Daleks não conseguiram exterminar a Heather!!

Depois de uma conversa Bill e o Doctor percebem que é ela que está prendendo a Heather. Assim Bill a liberta e o conflito principal do episódio termina. Depois de voltarem pra casa, o Doctor cogita apagar a memória da Bill, ele cita promessas que tem que cumprir e que ninguém pode saber sobre ele (mais um mistério). Porém o discurso da Bill faz com que o Doctor se recorde, em partes, da Clara (você tinha que cutucar né senhor Moffat) e ele desiste de apagar a memória da Bill, mandando-a embora. Após uma breve discussão com as fotos da Susan e da River e com a TARDIS, o Doctor finalmente decide levar a Bill como sua companion, concluindo o episódio.

Sabemos que essa é uma temporada de despedidas, na verdade elas já começaram lá no especial de natal de 2015, e se você ainda não assistiu, assista, mas só depois de ter visto todo o arco da River. Capaldi vai deixar o papel de Doctor e o Moffat deixará de ser showrunner. Os mistérios que ficaram desse episódio não são assim tão grandes, mas são boas perguntas e que provavelmente irão nos perseguir por toda a temporada. Para um fim de um Doctor, achei esse episódio um pouco fraco, pra apresentação de uma nova companion achei ele bom. Mas ainda estamos esquentando os motores da TARDIS, tem muito mais por ai.

Semana que vem estarei de volta com o review do segundo episódio. Allons y

  • Calista Jubilee

    Que companion hein! Uma mulher realmente do século XXI. Também amei a Bill.

  • Calista Jubilee

    Que companion hein! Uma mulher realmente do século XXI. Também amei a Bill.

  • Malcomtux

    Também amei a Bill, principalmente pelo lance de explicar tudo com sci-fi hahaha

  • Malcomtux

    Esse ep eu curti. Aquele começo com universidade, escritório próprio, aulas, etc me lembrou o livro Shada. O lance do cofre e dele ter ficado tanto tempo ali pelo jeito é o plot da decima temporada e isso deu medinho porque lembrei a oitava que não foi lá essas coisas, mas estou na expectativa que a decima vai arrebentar.