Preacher

Vamos todos nos levantarmos e fechar nossos olhos em uma oração, mas uma resenha está sendo criada.

Olá, meus caros amigos leitores. Hoje é um dia de descanso e para muitos um dia abençoado de ir na igreja com sua família e ouvir o sermão daquele pastor favorito. Com esse espirito dominical que escrevo a resenha de hoje. Uma das obras mais desbocadas e bem-feitas que li e como podem perceber, uma história muito bem-criada, mas que não irei focar nos quadrinhos dessa vez, irei expandir essa resenha também para a série de televisão lançada no ano passado e que está completando sua segunda temporada nos dias atuais. Senhoras e senhores… ouvi um amém em algum lugar daqui? Bem… se não, lhes apresento Preacher.

Certo, como essa é uma das obras mais obscenas em questão de palavreado, sinto se soar um tanto desbocado pois essa merda realmente é bizarra para caralho! Vamos começar com esse caralho do princípio:

“Publicada pelo selo Vertigo da DC Comics, criada pelo roteirista Garth Ennis e pelo desenhista Steve Dillon, com capas feitas por Glenn Fabry. Preacher foi revolucionária no que diz respeito aos valores de seus protagonistas mesmo em comparação a outros quadrinhos para leitores maduros. A série consiste de 75 edições no total – 66 edições mensais, 5 edições especiais e uma série limitada em quatro edições. A série toda foi reunida em nove encadernados.” [Fonte: Wikipedia]

A trama começa com um relacionamento proibido de um anjo com um demônio que acaba dando um fruto proibido. Esse ser conhecido como Genesis tem o poder da influência da palavra e ele é aprisionado no paraíso. Quando ele se liberta consegue fugir de sua prisão para o mundo em que nós vivemos, a entidade possui um pastor numa cidade decadente no Texas. O pastor Jesse Custer agora possuído por Genesis possui a palavra de Deus. Mas a questão é que Jesse não é exatamente a definição de um homem santo para os olhos dos leitores, um cara mau que encontrou o caminho da salvação e que agora possui o poder da palavra de Deus? Isso não soará nada bem.

Agora você ainda não entendeu o que é o poder que Genesis dá a Jesse? Deixe-me poder explicar. A palavra de Deus faz com que que a ouça faça exatamente o que lhe é mandado. O primeiro exemplo disso é na primeira edição onde Jesse manda um xerife se foder e ele literalmente arranca o próprio pênis e enfia onde você está pensando.

Outros personagens que ganham ênfase na história são Tulipa, ex-namorada de Jesse que se torna o par romântico dele, Tulipa é uma pistoleira – Mas não nesse sentido da palavra, realmente ela é uma matadora. Cassidy, um vampiro irlandês… o que esperar de um vampiro irlandês? Naturalmente, um cara que bebe para cacete, mata uma porrada de gente e ainda queima quando exposto a luz solar (esqueça qualquer referência de vampiros que brilham ou com uma capa vindo da escola clássica) e por último e mais curioso personagem da história, Eugene conhecido durante a saga toda como Cara-de-Cú, agora você pensa: “Caralho! Tem um personagem chamado cara-de-cú?!” – Sim, exatamente e esse é um dos alívios mais cômicos que você verá em tanto obscenidade no decorrer dos arcos.

Outros personagens importantes são: O santo dos assassinos, um ser imortal que vaga com o proposito unicamente de matar e tornar a vida de Jesse um inferno e Herr Starr, líder de uma organização secreta que prepara o próximo apocalipse.

A trama é bem legal, não acham? Mas qual o verdadeiro sentido de todos esses personagens estarem relacionados? Simples, Deus desapareceu e Jesse está em busca dele. Os quadrinhos são divididos nos seguintes arcos:

  • Preacher (01-07) – Gone to Texas (A caminho do texas) – Lançamentos de Abril a Outubro de 1995
  • Preacher (08-17) – Until the end of the World (Até o fim do mundo) – Lançamentos de Junho de 1995 a Setembro de 1996
  • Preacher (18-26) – Proud Americans (Orgulho Americano) – Lançamentos de Outubro de 1996 a Junho de 1997
  • Preacher (27-33) – Dixie Fried (Rumo ao sul) – Lançamentos de Julho de 1997 a Janeiro de 1998
  • Preacher (34-40) – War in the Sun (Guerra ao sol) – Lançamentos de Fevereiro a Agosto de 1998
  • Preacher (41-50) – Salvation (Salvação) – Lançamentos de Setembro de 1998 a Junho de 1999
  • Preacher (51-58) – All Hell’s A-Coming (Às portas do inferno) – Lançamentos de Julho de 1999 a Fevereiro de 2000
  • Preacher (59-66) – Alamo (Álamo) – Lançamentos de Março a Outubro de 2000

Além deles, temos alguns especiais:

  • Preacher – Saint of killers 1-4 (Santo dos Assassinos 1-4) – Lançamentos de Agosto a Novembro de 1996
  • Preacher – The story of You-know-who (A Historia de Você-sabe-quem) – Lançamento Dezembro de 1996
  • Preacher – The good old boys (Os Bons Companheiros) – Lançamento Agosto de 1997
  • Preacher – Cassidy Blood and whiskey (Cassidy: Sangue & Whiskey) – Lançamento Fevereiro de 1998
  • Preacher – One man’s war (Guerra de Um Homem Só) – Lançamento Março de 1998
  • Preacher – Tall in the Saddle (O Cavaleiro Altivo) – Lançamento em Fevereiro de 2000

Agora que já é capaz de conhecer as series de quadrinhos, vamos ir ao que interessa e falar sobre a série de TV que está no ar. Desenvolvida por Evan Goldberg, Seth Rogen e Sam Catlin para a emissora AMC, e estrelada por Dominic Cooper. Uma excelente aposta vinda da AMC já que a aposta feita com The Walking Dead rendeu excelentes retornos.

A primeira temporada lançada entre maio a julho de 2016 rendeu exatos 10 episódios, mas não seguindo a linha original dos quadrinhos, motivo o qual poderia fazer qualquer fã da serie virar a cara e torcer o nariz para a aposta dos roteiristas, mas conseguiram fazer algo impressionante. Utilizando unicamente de quatro dos personagens principais da série e tendo apenas o “Vilão” Odin Quincannon que é dono de uma fábrica voltada a venda e produção de carne. Odin apareceu unicamente no arco Salvação, onde Jesse estava temporariamente separado de Tulipa e Cassidy. Mas colocar Odin querendo comprar as terras da igreja de Jesse e mostrar que a Palavra dada a ele por Genesis está ligado a interpretação da pessoa? Foi uma boa tirada!

A primeira vez que utiliza a palavra na serie ao dizer para um homem: “Tome coragem, diga o que sente e abra seu coração” não foi um “Vá se foder”, já que seria mais pesado fazer um cara arrancar o próprio pênis e transar consigo mesmo do que fazer um homem arrancar o próprio coração e fazer dá-lo a própria mãe… Coitado do poder Cara-de-cú quando Jesse disse para ele ir para o inferno.

Seri, isso foi um puta spoiler, mas foi por uma boa causa. Jesse se sentido mau com isso e descobrindo que Deus abandonou a criação, ele sai em busca do todo poderoso e tenta encontrar uma maneira de trazer o pobre Eugine de volta à terra. Mas agora com o Santo dos Assassinos no seu rastro.

Preacher teve uma excelente crítica para a sua primeira temporada e a construção da segunda está muito boa, já que agora encaixaram os personagens Santo dos Assassinos e Herr Satrr. Com toda certeza, temos um excelente exemplo de uma adaptação que não só deu certo, mas como também tem um potencial imenso a ser explorado daqui em diante. Então, essa resenha se trata de um motivo para dar uma chance não só aos quadrinhos originais, mas também a série de TV. Já que temos um Pastor realmente fodão no centro da história – Não estamos nos referindo ao Bispo Arnaldo desta vez.

Eu ouvi um amém, irmão?

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  • Adriano de Oliveira Ferreira

    broder como eu baixo este podcast se nao tem link

    • e aí querido, blz? então…aqui é uma matéria…não é podcast…valeu…