Os Filmes de Quentin Tarantino, do Melhor ao Menos Melhor

Um dos meus cineastas favoritos, se não o favorito, é Quentin Tarantino, que consegue (e é motivo de inveja por isso) fazer um cinema autoral e mesmo assim ganhar grandes públicos em suas produções. E hoje estou aqui para fazer uma lista de seus filmes, do menos bom ao melhor.

Antes de mais nada, quero lembrá-los de que esta lista é uma OPINIÃO PESSOAL.

 

9 – Jackie Brown (1997)

Talvez por não ser um roteiro original (onde o diretor se destaca), e sim uma adaptação do romance Rum Punch, de 1992, escrito por Elmore Leonard. Enfim, é um bom filme, mas que foge muito ao estilo do diretor, com pouca ação e um ritmo mais desacelerado. Eu recomendo, mas se for apresentar o cinema tarantinesco a alguém, deixe este para o final.

 

8 – À Prova de Morte (Death Proof, 2007)

Este filme é fruto de uma perceria entre Tarantino e Robert Rodriguez (Planeta Terror, Machete, Sin City), onde cada um fez seu filme, como uma espécie de paródia/homenagem aos filmes de terror da década de 70. O filme mostra um dublê psicopata (Kurt Russell) que persegue grupos de garotas com seu carro “à prova de morte”.

 

7 – Kill Bill Vol. 2 (2004)

Lançado no ano seguinte ao primeiro, continua a história de forma não tão violenta quanto seu antecessor mostrou, mas ainda assim é um ótimo filme, com ótimas lutas, muito diálogo, referências e várias homenagens aos filmes asiáticos de porradaria.

 

6 – Kill Bill Vol. 1 (2003)

Uma ex-membro de uma gangue de lutadoras acorda de um coma de 4 anos, com um único objetivo, ir atrás de seus antigos colegas e de Bill, seu antigo chefe, por terem tentado matá-la durante um ensaio para seu casamento.

Essa história saiu da cabeça de Tarantino e Uma Thurman durante as gravações de Pulp Fiction, o projeto teve de ser brevemente adiado por conta da gravidez da atriz. O diretor quis esperar, por não aceitar outra pessoa no papel principal.

 

5 – Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015)

Um caçador de recompensas (Kurt Russell) é obrigado a se abrigar em uma loja por conta da tempestade de neve, mas ele desconfia que alguém ali está tramando para libertar a criminosa que ele está levando para execução.

Pra quem estava acostumado ao estilo peculiar do cinema tarantinesco, com muita ação, diálogos interessantes e roteiro não-linear, este filme fugiu um pouco ao estilo, contendo quase três horas e demorando muito para chegar ao clímax. Mas garanto que a espera vale a pena, pois é um desfecho espetacular.

 

4 – Pulp Fiction (1994)

Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, este filme apresenta várias tramas que se ligam à partir de situações bizarras que acontecem na vida de criminosos.

Muitas marcas registradas do diretor estão presentes em Pulp Fiction, como diálogos divertidos e narrativa que vai e volta na trama. Foi também responsável por reviver a carreira de John Travolta.

 

3 – Django Livre (Django Unchained, 2012)

Para muitos injustiçado no Oscar de 2013, o filme conta a história de Django (Jamie Foxx), um escravo que é libertado pelo doutor King Schultz (Christoph Waltz) e passa a ter como principal objetivo encontrar sua esposa e torná-la livre.

Talvez o filme mais linear da carreira do diretor, apresentando apenas pequenos flashbacks para ajudar a contar a história. Com muitos closes rápidos, tem cenas de ação de tirar o fôlego e sangue em grandes quantidades. O que também ajuda a diferenciar este de outros faroestes é a trilha sonora, que chega a contar com hip-hop.

 

2 – Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992)

O primeiro filme de sua carreira, conta a história de uma gangue que tem um roubo frustrado , fazendo com que todos saibam que há um policial entre eles. É considerado um dos melhores filmes de assalto da história, sem nem mesmo mostrar o assalto.

Aqui o diretor já apresenta algumas de suas principais características, como na cena de abertura, onde ocorre um diálogo que parece ser banal, mas que nos ajuda a entender a personalidade de cada um dos criminosos. Também é contado de forma não-linear, chegando a esperar uma hora para revelar como tal personagem chegou ali. Alterna muito bem entre situações tensas e engraçadas. Já em seu primeiro filme, Tarantino mostrou que não estava para brincadeira.

 

1 – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)

Aqui, o cineasta pega um acontecimento histórico, a segunda guerra mundial, e molda seu fim ao seu jeito, criando um grupo de soldados americanos que tem um objetivo: matar nazistas.

Para mim, todas as qualidades que o diretor apresentou nos outros filmes são usadas magistralmente aqui. Logo na cena de abertura temos uma aula de como criar tensão, com um diálogo extenso e uma demonstração de manipulação pelo Coronel Hans Landa, interpretado com perfeição por Christoph Waltz, que inclusive recebeu o Oscar de ator coadjuvante pelo papel (assim como em Django Livre). As cenas de ação são muito bem executadas e um pouco da não-linearidade também está presente no roteiro, mas não tanto como em suas produções anteriores. Fato é que Tarantino soube usar muito bem de suas técnicas, fazendo, na minha opinião, sua obra prima.

Este foi o último filme de Quentin Tarantino com a editora Sally Menke, que faleceu em 2010. Ela havia trabalhado em todos os filmes do diretor.

 

              Enfim, essa foi a lista, por favor não me xingue nos comentários se não concorda com algo, apenas diga se gostou e comente seu top 9, assim podemos ter um debate saudável sem insultar ninguém 🙂

  • é pra xingar aqui? Brincadeira… Não concordo com a ordem de certos filmes (eu por exemplo não gostei de bastardos inglórios) mas como é uma escolha pessoal, por mim tudo bem… Vou assistir alguns filmes que ainda não vi

    • eloviskis

      OOOOOO LOKO BIXO!

    • Igor Pineli

      Hahaha sem problemas, tamo aqui pra discutir mesmo, qual seria a sua ordem?

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