It – A Coisa

Marcio Andrade/ agosto 12, 2017/ Livros, Reviews/ 0 comentários

Bom dia, caros leitores e um ótimo início de fim de semana a todos vocês.

Sei que tenho andado bem distante, mas tem sido um pouco difícil manter estudos em dia atualmente. Porém, agora estou de volta e sei que ando devendo uma resenha do meu escritor favorito e principal influência literária que tenho. Senhoras e senhores, todos saúdem o Rei!

Conheci Stephen King por intermédio de um amigo ao ver a série A Torre Negra completa em sua estante e naquela época eu nem tinha ainda sido inserido no mundo dos livros, o único livro que havia lido era A Divina Comedia de Dante (Livro esse que tenho um carinho imenso a ponto de ter comprado uma edição de luxo escrita em parte no idioma italiano original – Mania desse pessoal que gosta de livros, se é que me entende?) E estava em busca de novos livros que pudesse me interessar. Esse mesmo amigo que também me ajudou nos primeiros passos com a escrita de histórias de terror me emprestou o primeiro livro da série:  e desde então venho lido livros do King quase que sempre que posso.

O último livro que li do mestre King foi It, a Coisa na versão estendida impressa pela Suma de Letras, mesmo tendo conhecimento que anteriormente a editora Objetiva já tinha impresso o trabalho, mas com menos páginas que a versão atual. Sei que num grupo de debate de livros que participo no Facebook (Procurem Reino dos Livros, se tiver interesse) muitos leitores decidiram ler o mesmo livro quase ao mesmo período e acabei me inspirando a começar ele logo deixando a minha nova amada A Garota-Corvo um pouquinho de lado. Com tal sucesso a própria página da Suma de Letras criou um evento com calendário fixo de dois meses (julho e agosto) para início da leitura e debates sobre a obra, mesmo que o livro possua suas 1103 páginas nessa versão, você lendo num mínimo de 20 páginas ao dia você conseguira terminar o livro rapidamente. Mas vamos direto ao que realmente interessa.

Primeiro, gostaria de que vocês, leitores, tivessem uma breve definição no ramo da psicologia sobre o que se trata a principal influência do livro, o medo: O medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo.

O livro começa em um dia chuvoso nos meados de 1958 na cidade de Derry, onde dois irmãos estão num quarto. Bill Denbrough se encontra gripado enquanto faz um barquinho de papel para seu irmãozinho George. Durante a cena, George fica bastante alegre com o seu novo brinquedo e diz que irá ver como o barquinho navega pelas ruas de sua casa, Bill que está gripado diz apenas para que ele não vá muito longe e não demore. George acaba deixando o barquinho cair dentro de um bueiro, onde é pego por um palhaço que é uma mistura de Ronald McDonald com Bozo e pergunta se George quer um balão com a condição que o garoto entrasse no bueiro. Naturalmente já sabem o que acontece a seguir…

O livro é divido em cinco partes distintas entre dois períodos de tempo, a primeira parte acaba sendo o passado onde sete crianças, sendo estas: Bill Denbrough, Richard Tozier, Eddie Kaspbrak, Stanley Uris, Beverly Marsh Rogan, Ben Hanscom e Michael Hanlon acabam se unido no Clube dos Otários numa amizade de verão e investigam sobre aparições e mistérios que estão ligados a uma misteriosa figura de um palhaço que futuramente eles descobre se chamar Pennywise e não unicamente A Coisa como em boa maioria do livro e a trama segue até seu derradeiro clímax para aquela época.

A segunda parte que citei já se trata no ano de 1985, com todos já adultos e que são surpreendidos em suas vidas por uma ligação de Mike sobre um possível retorno do palhaço Pennywise, remetendo a uma promessa que todos fizeram juntos de dar um fim definitivo a esse pesadelo que não teriam conseguido no passado. Com exceção de Stanley, todos retornam a sua cidade-natal onde começam a relembrarem de todo os acontecimentos a muito esquecido quando crianças. Com a lembrança pouco a pouco voltando, se deparam com um antigo antagonista que fez parte tanto no passado quanto nessa atualidade em que vivem: Henry Bowers – Antigamente um valentão que pegava no pé do Clube dos Otários ao lado de alguns amigos e agora um louco foragido de uma instituição psiquiátrica.

Mesmo com todo o terror envolvido pelo fato de o vilão ser uma criatura que dá persona aos seus medos mais comuns, como mostrado quando ele também se torna em um lobisomem, uma múmia e até um tarado leproso. A história também remete um pouco aquele espirito infantil onde amigos eram amigos para sempre e que as promessas feitas por crianças REALMENTE podem construir nosso caráter até depois de nos tornarmos adultos.

A história obteve uma adaptação nos cinemas no ano de 1990 e muitos têm carinho por essa adaptação por falarem que realmente era um excelente filme de terror e não como muitos outros que vemos por hoje – Eu particularmente nunca o assisti, pois sempre fico decepcionado com filmes de terror. E nesse ano, está prevista a estreia da nova adaptação do clássico no mês que vem, mas não se trata unicamente de uma adaptação apenas, mas sim de duas: Uma na época das crianças e outra na época de adultos. Particularmente, eu preferia uma única adaptação, nem que essa tivesse lá para suas quase três horas de duração. Outro fato curioso é que o período entre ambos os filmes é de exatos 27 anos, igual ao período em que Pennywise voltava para assombrar Derry.

Particularmente, já considero esse livro um clássico absoluto em minha estante e posso colocar entre o meu Top-3 do mestre King ficando unicamente atrás do The Stand (Aqui traduzido como A Dança da Morte que também teve sua versão estendida) e aconselho a todo aquele fã de um ótimo livro de terror a ler essa obra do mestre King.