Elite Dangerous – Explore o universo

Nunca fui muito fã de simuladores de voo, até que então, conheci Elite Dangerous, onde controlamos espaçonaves e pilotamos por toda Via Láctea.

O jogo se passa no futuro (ano 3301) onde nós, humanos, descobrimos a tecnologia necessária para criar naves capazes de explorar o universo (através do salto hiperespacial) e com isso, expandimos nossa influência por toda galáxia. Governos foram criados, facções foram impostas e as duas maiores forças espaciais (a Federação e o Império) lutam por domínio e controle.

De início você começa com uma nave simples (uma pequena Sidewinder, e sim, as naves possuem modelo e fabricantes diferenciados) e deve se virar para conseguir fama e influência, podendo comprar naves melhores depois. Para isso, você deve ir aceitando missões dos mais diversos postos nos mais diversos sistemas solares e atuar como explorador (descobrindo novos astros ou locais e vendendo os mapas), como minerador (extraindo minérios de meteoritos e vendendo-os), pirata (roubando cargas de outras naves), contrabandista (vendendo posses ilegais pro mercado negro), mercador (comprando e vendendo recursos) ou entrando em combates com outras naves pelo espaço. Você é livre para seguir por qualquer um desses caminhos e também pode escolher entre se aliar a uma dos poderes governamentais ou não. Caso decida se aliar, deve ficar atento as áreas de influência de cada governo e focar-se em fazer missões e trabalhos para sua aliança, assim ganhando mérito, cargos de renome e até mesmo novas naves.

Falando em naves, o controle de uma nave (foco principal do game) é realmente difícil. Você tem a visão do piloto (como mostrado na imagem acima) e deve gerenciar tanto sua movimentação quanto as informações mostradas nos diversos hologramas (como velocidade, distâncias, distribuição de motores, combustível, etc). O jogo oferece alguns tutoriais que pretendem lhe ensinar a jogar, mas pecam em explicações e você acaba tendo de fuçar muito para aprender todos comandos. A dificuldade de aprendizado na verdade, pode barrar muitos jogadores de desfrutar da verdadeira experiência: é preciso ter paciência e disposição para aprender. Pessoalmente tive de olhar em muitos fóruns americanos e na Wiki do próprio jogo para me tornar um bom piloto.

Você deve também, utilizar dos mais diversos upgrades para melhorar sua nave de acordo com sua atividade favorita: quer ser um explorador de renome? Venda as armas da nave e compre um sistema de saltos hiperespaciais mais aprimorado. Quer se tornar um grande combatente? Compre armas melhores, mas saiba que isso pode comprometer sua velocidade. E por aí vai. É preciso ser cuidadoso com suas compras para não ter problemas com superaquecimento durante suas aventuras.

Elite Dangerous é um jogo que busca apostar na “realidade”. O gráfico e toda sua premissa busca ser condizente com o mundo real. Só para se ter uma noção, praticamente TODA Via Láctea foi retratada no jogo, com TODOS seus sistemas solares para se explorar, inclusive o nosso próprio, com a Terra e todos os planetas. É um mapa realmente enorme, cada pontinho no Mapa da Galáxia na imagem acima (que mostra não mais do que 0,5% de todo o espaço disponível) é um sistema solar, com vários planetas e postos a serem explorados.

Vale contar aqui também, que é um jogo online. Você pode fazer amigos (e inimigos), voar em conjunto, mandar mensagens e conversar até mesmo por voz. As plataformas (PC X consoles) possuem servidores diferentes (um jogador do PC não pode encontrar um jogador de um console) mas TUDO o que acontece ao universo (expansão de poder de alianças e facções, controles de sistemas solares, etc) é partilhado a ambos.

Atualmente com a nova expansão chamada Horizons, é possível pousar com a nave em planetas sólidos e utilizar um transporte terrestre para percorrer o terreno, em busca de minérios e anomalias espaciais (o que aumenta significantemente toda aventura). Próximas atualizações trarão a personalização do avatar e possivelmente a possibilidade de andar pelo interior das naves.

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