Drive – o motorista mais precavido desde Frank Martin.

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Antes de falar sobre o filme permitam-me que eu me apresente. Meu nome é Victor Fappi, recém-formado em história, com a menor pretensão de seguir carreira na área. Adoro filmes e séries, porém assisto menos do que gostaria (em boa medida por preguiça mesmo), e enquanto to de férias e não tenho nada pra fazer me deixaram escrever algumas coisas aqui pro site… Então, espero que gostem. Well, vamos para o que interessa. /o/

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Sinopse

O filme conta a história de um rapaz que trabalhava em uma mecânica em Los Angeles ao mesmo tempo que fazia uns bicos como motorista dublê em filmes de hollywood e também como motorista de fuga. O motorista, que não recebe um nome, interpretado por Ryan Gosling, leva sua vida dia a dia, até que retornando de um trabalho ele se encontra no elevador com a linda Irene, interpretada por Carey Mulligan. Eles começam a se econtrar regularmente, sem deixar explícito seu nivel de envolvimento. As coisas complicam quando o marido de Irene, Standart Guzman, interpretado por Oscar Isaac, é solto da cadeia e retorna pra casa, a partir daí uma série de acontecimentos se desenrolam mudando completamente o rumo da vida não só do motorista, mas de Irene e seu filho.

Contando com nomes relevantes em seu elenco, como Ron Perlman que interpreta Nino um agiota dono de um restaurante e Bryan Cranston interpretando Shannon o dono da mecânica onde o motorista trabalha, e tendo por trás uma excelente direção de Nicolas Winding Refn, o filme a pesar de sua simplicidade em relação a história e a construção dos personagens é um filme que diverte. Com cenas que promovem um nível interessante de suspense, e um grau de drama que apesar de baixo se encaixa bem com todo o resto do filme. As atitudes do motorista ao decorrer dos acontecimentos demostram quem ele realmente é, que em certo nível pode parecer uma surpresa em comparação ao personagem que se mostra no início do filme.

 

Mas o verdadeiro charme desse filme está nos quesitos técnicos. Uma fotografia belíssima, com ângulos de câmera, principalmente nas cenas dentro do carro, que muitas vezes não se usam, e cores que sóbrias, que não se destacam na tela, mas que dão o clima ao filme. A trilha sonora toda remete aos anos 80, com poucas músicas, mas que não cansam durante o filme, e junto com a fotografia que em muitos aspectos remete aos anos 80 se complementam fazendo um belo conjunto audiovisual.

O filme foi vencedor de 11 prêmios durante o circuito 2011/2012, entre eles o de melhor diretor no Festival de Cannes.

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Mas afinal vale assistir “Drive”?

Apesar da história não ser de explodir cabeças e ter vários plot twists, é uma historinha bacana que se resolve em 1h 30 de filme, tornando-o assim um filme interessante quando você não está com paciência pra assistir um filme com o Lobo de Wall Street ou o Club de compra Dallas. É um filme que vai entregar uma certa carga de drama e suspense, mas que com certeza ganha pelo visual. Ao fim e ao cabo é um Filme supimpa.