Batman – Noites de Trevas: METAL

Nananananananananananana Baaatmaaan!!!

Bom dia, meus caros amigos leitores. Hoje trago a vocês a resenha do meu super-herói favorito e com toda a certeza um dos personagens mais legais que já li em HQ’s. Partindo do princípio, durante um bom tempo fui leitor fanático de quadrinhos de heróis e acho que sempre fui mais puxado para DC do que a Marvel – Não me julguem por isso, OK? – E acompanhei bastante as sagas do homem morcego no decorrer dos Novos 52 e da família, como conhecido pelos fãs. Mas sendo sincero, não via arcos que realmente tivessem me prendido tanto assim com exceção da saga Mal Eterno que foi concluída no termino da Guerra da Trindade que reuniu a Liga da Justiça, Liga da Justiça da América e a Liga da Justiça Sombria onde o mundo foi tomado pela versão distorcida da Liga da Terra 3, o Sindicado do Crime e o mundo teve que ser salvo por Lex Luthor, Capitão Frio, Adão Negro, Sinestro e mais alguns outros vilões conhecidos. Desde então, com o início da nova era, o Renascimento, que por sinal foi um excelente início para a nova fase me despertou um sentimento de que algo bom viria. Com a adição do Coruja na saga Mal Eterno e Batman encontrando o Botão do Comediante na BatCaverna, aquele sinal de que os personagens clássicos da Vertigo que ainda não fazem parte do UDC fossem participar de uma saga épica surgiu.

Desde alguns meses atrás, a DC vem citando um novo arco do Batman chamado Metal e de início não achei que pudesse ser grandes coisas até ver algumas dicas que diria que um dos maiores personagens da Vertigo faria parte da saga. Então agora sim comecei a ler.

Noites das Trevas: Metal é composto por dois prelúdios antes do seu início propriamente dito: A Forja e A Fundição.

No primeiro, Batman possui um mistério voltado ao metal enésimo que é o material que é feito as armas dos heróis Gavião Negro e Mulher Gavião – Certamente vocês ainda se lembram dela nos desenhos da Liga da Justiça que passava no SBT, não é? – E as investigações sempre que se aproximavam de respostas, traziam mais perguntas a serem feitas. No planeta OA, um dos guardiões do universo pede para que o Lanterna Verde Hal Jordan faça uma investigação que está causando inquietação nos mundos afora e aparenta ser o princípio de um evento sombrio que virá em breve e ele é convocado a investigar um local conhecido por ele: A Batcaverna. Chegando lá, ele é recebido pelo novo assistente do morcegão (Para que mais um Robin, não acham?), onde ambos descobrem uma sessão secreta existente na caverna, onde são guiados por uma voz que aparenta saber sobre todos os mistérios que Batman vem escondendo nos últimos tempos. Simultaneamente, Batman vai a Fortaleza da Solidão do Superman e pede acesso a uma sala secreta que havia pedido ao Homem de Aço que separasse unicamente para ele. Na Sala foi pode ver a máquina que Alexander Luthor e Superboy Prime tentaram utilizara para destroçar a realidade em Crises Infinitas.

Em a Fundição, iniciamos com o os eventos deixados em aberto na edição inicial do preludio, onde descobrem que a escolha do novo assistente do morcego foi premeditada a esses eventos (Sim, isso também lembrou a saga Batman e Robin Eternos). No decorrer da história também há o preludio descrito pelo Gavião Negro sobre o metal enésimo e a descrição das três tribos primordiais da humanidade e a tribo sombria, naturalmente, a tribo do morcego. Esse lance tem ligação direta com a saga O Retorno de Bruce Wayne, que foi conclusão direta de Crises Finais.

Noites de Trevas: Metal trará versões distorcidas do Homem Morcego que estará misturado com outros personagens da editora, criando “A Morte Vermelha” (Batman+Flash), “A Máquina de Matar” (Batman+ Ciborgue), “A Aurora” (Batman + Lanterna Verde), “O Afogado” (Batman +Aquaman), “O Impiedoso” (Batman + Mulher-Maravilha), “O Devastador” (Batman + Apocalipse) e “O Batman que ri” (Batman + Coringa). Um dos que mais me chamou a atenção pelo que já foi revelado a sinopse foi A Aurora (Em inglês, Daybreaker), onde Bruce Wayne assiste a morte de seus pais e já sente coragem para ir atrás do assassino mesmo sem nenhum treinamento, com toda essa força de vontade num menino ele recebe o privilégio de ser digno de possuir um anel das tropas dos Lanternas Verdes. Nessa saga, além das versões sombrias do Batman, também temos a adição do Multiverso Sombrio que será a contraparte de todos os 52 universos já conhecidos pelos fãs da editora.

Duas considerações importantes que tenho a falar é a adição de um personagem conhecido dos leitor

es fieis de quadrinhos e ele é ninguém menos do que o Sonho dos Perpétuos, sim estou falando do SANDMAN! – Adorei a arte que fizeram para ele!

Em uma declaração do próprio Neil Gaiman, o criador do Sadman, ele disse: “Eu amei. Vá em frente”.

A segunda e última consideração importante que faço é o fato de que no universo DC, mesmo com todo o poder envolvido na Liga da Justiça, o Morcego sempre foi o mais vulnerável por ser o único humano no meio de deuses. Vide o jogo Injustice: Gos Among Us onde o homem de aço perdeu o controle após a morte de Lois e matou o Coringa, desencadeando assim uma cruzada para trazer paz a Terra através de um Regime centralizado a sua vontade e o único a se opor a isso foi o Batman. Nessa questão temos heróis extremamente poderosos que poderiam dominar o mundo a sua vontade e Batman tem planos para cada um deles (Leia A Torre de Babel ou assista à animação Liga da Justiça: A Legião do Mal). Mas nunca anteriormente exploraram o Batman sendo o vilão principal da Liga da Justiça de uma maneira realmente convincente e agora mais do que nunca aparenta ser o momento ideal.

Como seria se todos os heróis da liga tivessem passado pelos traumas que Bruce Wayne passou? Como seria um Batman com a Insanidade do Coringa, ou até mesmo com os recursos ilimitados do Lanterna Verde? Ou uma Amazona traumatizada que não acredita mais na humanidade e demonstra sua justiça no caminho da força bruta? Sim, essas questões podem ser muito bem exploradas e espero realmente uma boa saga escrita por Scott Snyder.