100 Balas


A resenha de hoje nos fará pensar numa obra que mexe diretamente com a ética moral de cada um de nós. A ideia da trama é a seguinte: Pense que sua vida está na merda e que em um dia qualquer um velho senhor de terno e uma maleta se senta ao seu lado num banco de uma praça, ele diz que tem documentos que provam que você foi vítima de uma armação e que sua vida foi fodida por um belo filho da puta que está andando por aí como se nada houvesse ocorrido. A promessa que esse senhor lhe dá é simples: a maleta com cem balas não rastreáveis e carta branca para fazer justiça com suas próprias mãos. Poderá utilizar das balas como bem entender deixando unicamente uma escolha: Vale a pena eu ir atrás do filho da puta maldito que fudeu minha vida toda ou meu bom senso esperará que a justiça dos homens siga seu rumo? Essa é a trama por trás de 100 Balas.

Escrito por Brian Azzarello e ilustrada por Eduardo Risso, a obra teve exatas 100 edições publicadas entre os anos de 1999 e 2009. Faz você até pensar que cada uma das revistas fosse com base em cada bala dada pelo agente.

A história começa com o Agente Graves, um senhor bastante sombrio e estrategista que sempre aparece para pessoas sem esperança alguma fazendo sua oferta: cem balas, carta branca para usá-las e provas que você foi tapeado. Muitos aceitam o fardo e vão atrás de sua vingança enquanto outros não conseguem segui-la. Mas será que a trama fica apenas nisso?

Evidentemente, não! Existem uma organização secreta das pessoas mais ricas do mundo conhecida como Monopólio e para equilibrar os interesses de cada família pertencente a esse grupo, foram criados os Minute Men, agentes altamente treinados que mantem a ordem entre as famílias. Depois de uma missão fracassada, os Minute Men tiveram suas memorias apagadas e viviam suas vidas como qualquer pessoa normal. Graves foi atrás de cada um deles com a proposta, despertando o interesse da maioria e com a palavra chave para tirar cada um deles do transe em que se encontram. Todas as aventuras solos de cada um dos Minute Man sempre os levavam a palavra que os despertariam de seu transe: Croatia.

Com um enredo sangrento e que sempre bate na tecla moral de cada um de nós sobre como ficaríamos naquela situação. 100 Balas traz uma trama intrigante e de ação pura desde o início das suas edições até a última folha. Uma ótima dica para você que curte leituras que focam no psicológico de cada um de nós.

E você, caro leitor, como resolveria sua vida com 100 balas não rastreáveis e a chance de fuder o filho da puta que fudeu contigo?

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